24.10.09

"Caminito" carioca ou rua dos abricós-de-macaco?


A ENTRADA da Rua Visconde de Caravelas pela Rua Real Grandeza, no bairro de Botafogo. As casas coloridas, como as da fotografia, nos remetem à região do Caminito, na capital argentina.

O tempo no Rio anda tão estranho que chega a ser difícil definir em que estação estamos, se sentimos calor ou não, se sentimos frio ou não. Um dia, chuva; no outro, o sol aparece e dá alegria aos praieiros, que se desanimam rapidamente ao notar que o céu, mais uma vez, se acinzentou, enquanto o Cristo tenta se dar por percebido em meio as nuvens que o cobrem. Assim tem sido nos últimos meses, e não foi diferente ontem, quinta-feira, quando eu fui para a Rua Visconde de Caravelas, na Zona Sul, trazer as fotos para o post de hoje. Com guarda-chuva na mão e a máquina em outra, eu percorri toda essa arborizada rua, que começa no burburinho da Rua Real Grandeza, em Botafogo, e termina lá nos fundos da Casa de Saúde São José, já no bairro do Humaitá. Preparado? Então acompanhe-me!


REPRESENTAÇÃO cartográfica da Rua Visconde de Caravelas e o seu entorno.*


Já na entrada da Visconde de Caravelas, na sua ponta em Botafogo, pode-se notar, de cara, a arquitetura predominante da via, formada por muitos sobrados e casas. Em geral, esses sobrados centenários, hoje, estão ocupados por estabelecimentos comerciais e suas fachadas pintadas por cores fortes e vivas, muito semelhantes àquelas do Caminito, em Buenos Aires. Exemplos desses, no início da rua, é a filial da farmácia de homeopatia Caminhoá (foto ao lado), ocupada em uma casa antiga, em azul-ciano, e o bistrô e café Creme Caramelo, em um sobrado de cor grená, com detalhes em branco. Um toque simples e sofisticado, que revigora o fôlego destes imóveis, cada vez mais ofuscados pela arquitetura moderna, com seus edifícios gigantes e espelhados.


OS SOBRADOS e casas da Visconde de Caravelas e as diferentes tonalidades que dão vida às fachadas.



VILAS e casas charmosas fazem parte da rua, em toda a sua extensão.


E os abricós-de-macaco? Para quem não sabe, os abricós-de-macaco são um tipo de árvore bastante chamativas pela sua floração, que dão diretamente nos troncos (foto ao lado). São flores vermelhinhas, ou rosas, bem iguais àquelas de desenho animado, com pétalas bem definidas e desenhadas em torno de uma cápsula globosa (ou cannon ball tree, de acordo com o Jardineiro.net). A flor do abricó é bonita, porém ordinária: quando apodrecidas, exalam um odor não muito agradável, e suas sementes podem chegar a pesar até 3 quilos, prejudicando o capô de muitos carros estacionados na via quando em queda. Essa árvore está disposta em todo o percurso da rua, disputando com as cores vivas dos sobrados e casas qual dos dois mais simboliza a identidade da Visconde de Caravelas.


A CALÇADA pintada com o jogo da amarelinha fica bem na porta do Centro Educacional Acalanto, voltada para o ensino infantil.


Seria injusto falar somente das casas na Rua Visconde de Caravelas; os edifícios também estão presentes por ali - alguns antigos bonitinhos (foto à esquerda), outros mais simples e, claro, aqueles mais modernosos, com varandas e jardins amplos. A grande verdade é que a rua, apesar da sua aparente calmaria e baixo tráfego de automóveis, engana e muito em relação ao seu caráter: residencial ou comercial? Um misto. De tudo um pouco tem por ali: colégios, como o Centro Educacional Acalanto (fotos acima) – voltada para o ensino infantil, em uma casa antiga de rosa impecável e calçada de amarelinha – e a escola-americana Our Lady Of Mercy School; clínicas odontológicas, e uma casa de festas, a Caravelas Eventos. Entretanto, o grande atrativo comercial é a gastronomia. Mas isso é tema para outro parágrafo!


MAIS DOS estilos de casas e edifícios que existem na Rua Visconde de Caravelas.


A Rua Visconde de Caravelas (junto da Rua Conde de Irajá, que a corta) foi designada como Pólo Gastronômico de Botafogo pois ali se concentram alguns dos principais restaurantes novos e badaladíssimos da Zona Sul, que a toda hora pipocam nas colunas sociais e de crítica. É ali onde estão, além do já citado Creme Caramelo, o restaurante e pizzaria Espaço da Gula; o I Piatti, especializado na cozinha japonesa (foto ao lado), e o Bar do Belmiro, o típico pé-sujo não tão sujo assim, famoso pela sua feijoada e pelas comidas de botequim. Todos esses estão ocupados em casas antigas da rua, ali pelo cruzamento com a Rua Conde de Irajá, junto de outras casas residenciais também bastante charmosas.


PANORAMA do cruzamento da Visconde de Caravelas com a Rua Conde de Irajá, com o Bar do Belmiro em destaque.


A PLACA DO Pólo Gastronômico de Botafogo na esquina com a Rua Conde de Irajá. Dali em diante, a Visconde de Caravelas passa a pertencer ao bairro do Humaitá.


O TRECHO entre as ruas Conde de Irajá e Capitão Salomão: tronco florido pela flor do abricó-de-macaco; o panorama da Rua Visconde de Caravelas, e, ao lado, a visão do Corcovado e do Cristo Redentor.


Após a Conde de Irajá, a Rua Visconde de Caravelas passa a pertencer ao bairro do Humaitá. Neste trecho, as casas e sobrados são menores e menos arrumadas e estão entre alguns prédios altos e pomposos. Entretanto, é novamente no cruzamento, agora com a Rua Capitão Salomão, onde estão outras referências gastronômicas da região: por ordem, a Eccellenza Pizzaria, sofisticada, no seu sobrado cor de abóbora com tijolos; uma filial do botequim Informal, já comentado aqui n’As Ruas do Rio; os restaurantes Caravela do Visconde e o Aurora (à esquerda), um do ladinho do outro, e o bar Plebeu (à direita), já na outra calçada, badaladíssimo, instalado em uma casa de cor amarelo-ovo de bastante imponência. Adianto-me a dizer que lá mais para o final estão outros dois restaurantes queridinhos do circuito gastronômico: o No Mangue - Frutos do Mar e o Botequim, em imóveis, óbvios, pouco discretos. Antes de seguir, peço perdão se fui cansativo enumerando a todos os estabelecimentos da Visconde – a questão é que eles são a alma desta região, e seria injusto não citá-los um por um... O estômago agradece!


O CRUZAMENTO da Visconde com a Rua Capitão Salomão, com destaque para o Botequim Informal, na primeira foto.



A RAÍZ DE UMAS das árvores da Visconde emerge, e as pedras portuguesas se descolam; mais uma da série de casas charmosas; e os restaurantes No Mangue e Botequim.


A VISCONDE DE Caravelas é sem saída. As imagens correspondem ao seu final: à esquerda, a foto registra a entrada de funcionários da Casa de Saúde São José; à direita, prédios, e o Cristo, escondido.

O trecho final da Rua Visconde de Caravelas corresponde à quadra que compreende as ruas Capitão Salomão e General Dionísio. A partir desta última, a Visconde de Caravelas passa a ser sem saída. Bom ou ruim? Acho que bom! Não sei como anda a segurança nessa área; só o que posso afirmar é que o trecho da via que corresponde ao Humaitá é mais elitizado e ainda mais arborizado. As casas, no entanto, continuam bonitas e bem-cuidadas (na foto ao lado, a casa corresponde à Associação das Antigas Alunas de Sion); os sobrados mantêm suas cores vivas e cativantes; as flores dos abricós se intensificam em quantidade mais do que nunca; os edifícios dão o ar de sua graça, ofuscando o clima simpático de subúrbio da área; e o Corcovado e o Cristo Redentor ali próximos, disponível aos olhos a qualquer virada de pescoço. Lugarzinho bom, não?

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* O Carême Bistrô, indicado no mapa do início do post, fechou suas portas em meados do ano de 2009.

20.10.09

"Carioca", por Fernando Sabino

CARIOCA, como se sabe, é um estado de espírito: o de alguém que, tendo nascido em qualquer parte do Brasil (ou do mundo) mora no Rio de Janeiro e enche de vida as ruas da cidade.

http://caminhoseestrelas.files.wordpress.com/2009/08/cristo-redentor2.jpgA começar pelos que fazem a melhor parte sua população, a gente do povo: porteiros, garçons, cabineiros, operários, mensageiros, sambistas, favelados. Ou simplesmente os que as notícias de jornal chamam populares: esses que se detêm horas e horas na rua, como se não tivessem mais o que fazer, apreciando um incidente qualquer, um camelô exibindo no chão a sua mercadoria, um propagandista fazendo mágicas. A improvisação é o seu forte, e irresistível a inclinação para fazer o que bem entende, na convicção de que no fim da certo — se não deu é porque não chegou ao fim.

E contrariando todas as leis da ciência e as previsões históricas, acaba dando certo mesmo porque, como afirma ele, Deus é brasileiro — e sendo assim, muito possivelmente carioca.

Pois também sou filho de Deus — ele não se cansa de repetir, reivindicando um direito qualquer. Que pode ser pura e simplesmente o de dar um jeitinho, descobrir um 'macete', arranjar lugar para mais um.

Toda relação começa por ser pessoal, e nos melhores termos de camaradagem. Para conseguir alguma coisa em algum lugar conhece sempre alguém que trabalha lá: procure o Juca no primeiro andar, ou o Nonô, no Gabinete, diga que fui eu que mandei. Até os porteiros, serventes ou ascensoristas têm prestigio e servem de acesso aos figurões. Todo mundo é 'meu chapa', 'velhinho', 'nossa amizade'. Todos se tratam pelo nome de batismo a partir do primeiro encontro. E se tornam amigos de infância a partir do segundo, com tapas nas costas e abraços efusivos em plena rua, para celebrar este extraordinário acontecimento que é o de se terem encontrado.

A maioria dos encontros é casual, e em geral em plena rua — pois ninguém resiste às ruas do Rio: a gente se vê por ai, quando puder eu apareço. Os compromissos de hora marcada são mera formalidade de boa educação, da boca para fora. Mesmo estabelecido, de pedra e cal, há uma sutileza qualquer na conversa, que escapa aos ouvidos incautos do estrangeiro, indicando se são ou não para valer. Na linguagem do carioca, 'pois não' quer dizer 'sim', 'pois sim' quer dizer 'não'; 'com certeza', 'certamente', 'sem dúvida' são afirmações categóricas que em geral significam apenas uma possibilidade.

Encontrando-se ou se desencontrando, como se mexem! As ruas do Rio, mesmo em dias comuns, vivem cheias como em festejos contínuos. Todos andam de um lado para outro, a passeio, sem parecer que estejam indo especialmente a lugar nenhum. As esquinas, as portas dos botequins e casas de comércio, os shopping-centers cada vez mais numerosos, todos os lugares, mesmo de simples passagem, são obstruídos por aglomerações de pessoas a conversar em grande animação.

E como conversam! Falam, gesticulam, cutucam-se mutuamente, contam anedotas, riem, calam-se para ver passar uma bela mulher, dirigem-lhe galanteios amáveis, voltam a conversar. Ninguém parece estar ouvindo ninguém, todos falam ao mesmo tempo, numa seqüência de gargalhadas. Em meio à conversa, um se despede em largos gestos e se atira no ônibus que se detém para ele fora do ponto, a caminho da Zona Sul.

http://www.caminandosinrumbo.com/brasil/rio/copacabana/copacabana.jpgCopacabana, Arpoador, Ipanema, Leblon — praias cheias de cariocas, como se todos os dias da semana fossem domingos ou feriados. Espalhados na areia, ou andando no calçadão, se misturam jovens e velhos de calção, mulheres em sumárias roupas de banho, gente bonita ou feia, alta ou baixa, magra ou gorda, na mais surpreendente exibição de naturalidade em relação ao próprio corpo de que é capaz o ser humano.

Do Leblon em diante, convém por hoje não se aventurar: São Conrado, Barra, Jacarepaguá, Floresta da Tijuca — o dia não terá mais fim. Em vez disso, se o visitante, depois de se deslumbrar com a Lagoa Rodrigo de Freitas, dobrar uma esquina do Jardim Botânico, Botafogo ou Flamengo, de repente se verá numa rua sossegada, ladeira acima, com casarões antigos cobertos de azulejos que o atiram aos tempos coloniais. Laranjeiras, Cosme Velho — uma viela tortuosa o conduz a um recôndito Largo do Boticário, de singela beleza arquitetônica, que faz lembrar Florença.

Se o visitante subir esta outra rua, logo se verá cercado de verde por todos os lados, à sombra de frondosas árvores onde cantam passarinhos e esvoaçam borboletas — podendo até mesmo surpreender num galho as macaquices de um sagüi.

E do alto do morro, verá a paisagem abrir-se a seus pés, exibindo lá embaixo a cidade inteira, do Corcovado ao Pão de Açúcar, entre montanhas e o mar. Depois de admirá-la, sentirá vontade de integrar-se a ela, regressar ao bulício das ruas e ao excitante convívio dos cariocas.

A partir deste instante estará correndo sério risco de ficar no Rio para sempre e se tomar carioca também.


FERNANDO SABINO (1923-2004) foi escritor e jornalista. Crônica extraída de "Livro Aberto", Editora Record, 2001.

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Post-scriptum: O tempo chuvoso que pairou pelo Rio está me impedindo de trazer novas fotos das ruas. Chega de chuva, né? Já deu! Um abraço à todos!

14.10.09

O caminho para a Chácara do Céu


RUA MURTINHO Nobre, em Santa Teresa: a rua do Parque das Ruínas e da Chácara do Céu.


Foi há mais ou menos nove anos que o bairro de Santa Teresa, no Centro do Rio, retornou ao circuito turístico com a corda toda, após décadas de decadência e estagnação. Lutando contra a violência e a insegurança, este simpático bairro ressurgiu como pólo cultural e artístico da cidade do Rio, tornando-se um dos lugares mais aprazíveis para se viver – não é a toa que estrangeiros e mais estrangeiros, muitos deles franceses, escolheram o bairro para ali se instalarem. A mudança foi e é, com certeza, para melhor. Ali a diferença entre os imóveis não está entre novos e velhos, mas sim entre velhos e repaginados. Um charme a parte, que é a cara do Rio.


COM INÍCIO na Rua Dias de Barros, a Murtinho Nobre é uma mini-ladeirinha, loteada de paralelepípedos e com guarita. O detalhe, não só deste trecho, mas como de todo o bairro de Santa Teresa, são as calçadas elevadas, ilustradas na foto à direita. Observe que o nível da rua (no caso, a Dias de Barros) é inferior ao da calçada.


A VIA é residencial, com predomínio de casas. No entanto, elas só começam a aparecer nas imediações da curva, como representado nas fotos acima.


Retornando às fotografias, após umas semanas sem atualizar, eu estive na Rua Murtinho Nobre (mapa à direita), em Santa Teresa – rua, esta, bastante famosa por quem conhece bem a região. Com início na Rua Dias de Barros – vale lembrar que Santa Teresa tem um dos emaranhados de rua mais complicados do Rio, devido a sua localização, isto é, em uma área elevada –, a Murtinho Nobre é sem saída. É formada por paralelepípedos em toda sua formação e seria totalmente residencial se ali não estivessem uma das duas principais atrações turísticas do bairro, por suas vistas deslumbrantes: o Parque das Ruínas e a Chácara do Céu, pertencente aos Museus Castro Maya.


A LADEIRA se acentua e a beleza das casas se intensifica - qualquer semelhança com casas de boneca, pode ser mera coincidência. Ou não. Os antigos estilos arquitetônicos tem algo de romântico, que transparece, e muito, nas fachadas e nos detalhes.


Não há muito o que falar sobre a Murtinho Nobre; o local é para ser apreciado e aceitado de acordo com o seu contexto histórico. A região, espremida entre as zonas Sul, Norte e Central da cidade, foi uma das primeiras a ser povoada e sua identidade é justamente essa: o antigo. Aliás, o Rio Antigo.


MAIS BONITO do que as casas, só mesmo o jogo de cores em suas pinturas e o florido dos arbustos e árvores.


Andar por Santa Teresa recorda-me trechos do livro Quincas Borba, de Machado de Assis, onde as personagens Sofia e Cristiano moravam em um sobrado no bairro. As descrições do lugar, contidas no livro, se mantém atuais para um agradável passeio por Santa Teresa, e, principalmente, pela Rua Murtinho Nobre – afinal, o próprio nome já diz: NOBRE. Desmonte sua idéia de riqueza proposta pelos bairros de Ipanema e do Leblon, pegue o bonde, e vivencie esta deliciosa sensação da antiga nobreza carioca. Se não gostar, aprecie pelo menos a vista do local: uma panorama sufocante da Baía de Guanabara, do Pão de Açúcar e do Centro do Rio. Santa Teresa é abençoado! As fotos falarão por si só.


O PANORAMA da Murtinho Nobre e o muro que cerca o Parque das Ruínas: o local é atração turística entre cariocas e estrangeiros.



O PARQUE das Ruínas é assim chamado porque abriga o esqueleto que restou do Palacete Murtinho Nobre, onde morava Laurinda Santos Lobo. Laurinda comandou a vida intelectual do Rio, promovendo saraus e dando vida e graça ao bairro de Santa Teresa. A casa foi um dos pontos mais badalados da vida cultural carioca durante muitos anos, até o final da década de 40, com a morte da anfitriã. Além disso, parte da vista deslumbrante que tem Santa Teresa, pode ser conferido no mirante do Parque das Ruínas.



EXATAMENTE em frente ao Parque das Ruínas, está o Casarão Cultural Terra Brasilis, onde funciona um hostel - lotado de gringos, por sinal - com exposições e shows de jazz, MPB, blues, entre outros estilos, além de uma badalada pizzaria..



UMA VEZ MAIS o jogo de cores na Rua Murtinho Nobre se faz presente; agora, com a participação especial do amarelo do fusca e o azul da fachada do imóvel. Parece até uma obra de arte, uma dependência sutil entre a casa e o automóvel.



NEM TUDO SÃO flores, como as dos jardins: alguns imóveis na Murtinho Nobre também sofrem da ação dos vândalos e chamam a atenção por sua má preservação. Uma pena!



A MURTINHO NOBRE vai chegando ao seu final e as casas vão ficando cada vez mais luxuosas. Casas amplas, espaçosas e muito bem-cuidadas. Famílias importantes do jet-set carioca mantém propriedades neste trecho.



OS POUCOS edifícios ao longo da Rua Murtinho Nobre não passam desapercebidos: prédios suntuosos, com detalhes peculiares e muito elegantes. Na foto à direita, tem-se o panorama da via quando aproximado o final.



O PORTÃO ACIMA representa o término da Rua Murtinho Nobre. É ali onde funciona o museu Chácara do Céu, com acervo importantíssimo de artistas consagrados como Picasso, Dalí, Miró, Guignard, Di Cavalcanti, Portinari, entre outros. A Chácara do Céu era a residência do industrial e colecionador de artes Castro Maya; hoje o local pertence à União e ao Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional.



O QUE SE VÊ DO RIO no Parque das Ruínas: Do alto da Murtinho Nobre, é possível ter uma dessas vistas. Sem contar no panorama para o Centro, o aeroporto Santos Dummont, os Arcos da Lapa, a Ponte Rio-Niterói, o Maracanã...
Santa Teresa é ou não de tirar o fôlego?


Casarão Cultural Terra Brasilis
Endereço: Rua Murtinho Nobre, 156 | Santa Teresa | CEP 20241-050
Tel: (21) 2224 0952
Site: www.terrabrasilishostel.com
Atrações culturais e gastronômicas: Sexta 17h às 23h, Sábado de 13h às 23h e Domingo de 13h às 22h.

Chácara do Céu
Endereço: Rua Murtinho Nobre, 93 | Santa Teresa | CEP 20241-050
Tel/fax: (21) 2224 8981 - 2507 1932
Site: www.museucastromaya.com.br

Parque das Ruínas
Endereço: Rua Murtinho Nobre, 169 | Santa Teresa | CEP 20241-050
Tel: (21) 2252 1039 - 2252 0112
Entrada gratuita