O "mosaico" de pastilhas azuis e amarelas em edifício na esquina da Rua das Laranjeiras com Rua Alegrete
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| Edifício Torres: paixão por esses tipos de prédios |
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| A esquina e o mosaico |
Diferentemente da General Glicério, a Rua Alegrete não tem glamour, tampouco detalhes mais frufrus de ruas mais elegantes. O grande barato da Alegrete é a sua simplicidade, o que a torna bastante atrativa e charmosa. Com exceção da sua única esquina, que é abrigada por edifícios antigos e bonitos, a Rua Alegrete é toda formada por casas pequenas, de até dois pavimentos. Umas estão mais bem cuidadas do que outras, embora cada uma delas tenha um desenho especial e que, portanto, as valoriza como joias urbanas.
Pequenininha, a Rua Alegrete fica entre a muvuca comportada do trecho final da Rua das Laranjeiras e uma pedreira arborizada. O lado de trás dessas árvores poderia ser considerado como quase os fundos das ruas próximas à General Glicério.
O final da Rua Alegrete é formado por um mini largo de tamanho retangular. A creche Coleguinha fica lá, assim como essa charmosa casa cor de abóbora.
A Rua Alegrete é tão familiar e calminha que poderia se transformar perfeitamente em uma vila. Tem gente que prefere morar em uma rua fechada; inclusive, eu próprio considero a importância de se viver em um ambiente mais seguro, mas... acho tão triste privar os não-moradores de ter acesso a recantos como esses! O grande problema são os vândalos que picham as paredes, destroem os jardins, deixam o cocô dos seus cachorros por ali, sem recolhê-lo... Isso dá uma sensação de impotência aos moradores, que acabam vendo como única solução a instalação de grades, portões e interfones. Ainda não é o caso da Alegrete, mas espero que eles considerem a beleza que é a liberdade do ir-e-vir e, desta maneira, poderemos continuar explorando sítios bacaninhas pela cidade como essa rua.





















