17.8.09

Barão da Taquara: a "Praça Seca" de Jacarepaguá

Praça Barão da Taquara
Praça Barão da Taquara, mais conhecida como Praça Seca, na Zona Oeste do Rio

Nesses dois meses já de existência do blog “As Ruas do Rio”, as ruas fotografadas se limitaram, até então, às das zonas Sul, Norte e Central. Entretanto, para o post de hoje, trago fotos, pela primeira vez, da Zona Oeste do Rio, mais especificamente do bairro da Praça Seca, na região de Jacarepaguá. Por curiosidade, o nome original da praça é Barão da Taquara, mas devido ao nome do bairro, que se chama Praça Seca, este logradouro acabou sendo chamado popularmente de tal forma. E por que Praça “Seca”? Na verdade, o “Seca” do nome provém do nobre Visconde de Asseca, que colaborou bastante para a urbanização desta área da cidade. O “Asseca” acabou convertendo-se em “Seca” após muitas reduções e simplificações do nome desta região, que se chamava Largo do Visconde de Asseca, tornando-se Largo do Asseca, mudando para Largo d’Asseca, até chegar ao que é hoje.

Cândido Benício

Do ponto de vista geográfico, a Praça Seca (ou Barão da Taquara; chamarei de Seca, para facilitar a leitura) é cortada ao meio pela Rua Cândido Benício (foto ao lado), uma das principais vias de ligação entre as regiões de Jacarepaguá e Madureira, com trânsito bastante movimentado e, principalmente, comercial, neste trecho. Assim, a Praça Seca acaba sendo fatiada em duas partes, o que se pode deduzir que sejam duas praças, embora levem o mesmo nome. A Praça Seca também é contornada pelas ruas Barão e Baronesa, sendo esta última uma rua mais tranqüila, porém de igual importância à Cândido Benício, já que recebe o fluxo de trânsito originário do bairro de Vila Valqueire.

Mapa
Para acompanhar a leitura do texto, guie-se pelos números e setas representadas no mapa acima.


1 - Como já comentado no parágrafo acima, a característica principal da Praça Seca é o comércio. Lojas de todos os tipos imagináveis convivem com o ruído de buzinas, freadas de ônibus e dos Praça Seca famosos carros de som. Um anuncia a promoção na venda de comésticos em uma loja próxima, enquanto outro divulga a programação das próximas apresentações de uma casa de espetáculos da Zona Norte. Trânsito intenso, fechamento de semáforos, pedestres correm para atravessar a larga rua e motoristas disputam vagas com as kombis na calçada, em especial nas esquinas das ruas Cândido Benício e Baronesa, onde há uma filial das Drogarias Pacheco (ao lado), bem grande e ampla.

Praça Seca

Amontoado comercial na Rua Baronesa


Ainda neste trecho da Rua Baronesa, o comércio faz jus ao seu caráter diversificado. Em uma mesma calçada convivem uma perfumaria, uma pet-shop e ao lado, uma espécie de edifício comercial, bastante depredado pelas pichações, onde há uma auto-escola – a Chapeuzinho Vermelho – além de uma loja de fotocópias e clínicas médicas.


Algumas das árvores presentes na Praça Seca. Fotografei as que considerei mais destacadas...


Embora a luz solar penetre forte e intensamente, o território da praça é bem servido por árvores e jardins bastante bonitos. Aliás, mais uma vez as árvores continuam sendo os pontos altos das ruas em que eu fotografo, creio que sem elas a cidade não seria o que é, e, repetindo novamente, lamento por não manjar muito de botânica, pois poderia me alongar mais na descrição do verde presente na Praça Seca; como não o sou, mantenho-me apenas a admirá-las e fotografá-las As espécies de árvores não são muito variadas nesta área, embora em um passo e outro é possível surpreender-se com a coloração das folhas de uma, ou então com as flores de outra e, até mesmo, com o pinheiro instalado no terreno da Igreja Batista de Barão da Taquara (foto ao lado). É bom de se ver!

Entre as árvores e vastos gramados, a Praça Seca, neste parte, conta ainda com um playground de conservação duvidosa – assim de como muitas outras áreas de lazer do Rio –, além de bancos e mesinhas ao redor do Coreto, bem no centro da Praça e bastante semelhante ao famoso Coreto do Jardim do Méier, na Zona Norte. O Coreto da Praça Seca foi construído em 1928, tombado pelo INEPAC (Instituto Estadual do Patrimônio Histórico) em 1985 e restaurado em 1992, sem grandes modificações na sua aparência. Ademais, neste mesmo espaço, funciona também a Feira de Artesanato de Jacarepaguá, com muitas barraquinhas de produtos artesanais, tecidos, bolsas e flores (foto acima).


1. Coreto da Praça Seca | 2. Parte do playground: a conservação deixa a desejar, porém os brinquedos ainda continuam "usáveis"


Trânsito engarrafado na Praça Seca

Um dos principais pontos de observação nesta parte da Praça é de como o trânsito flui mal; muitos automóveis e ônibus precisam contornar a praça e seguir pela esquerda da Rua Barão para se fazer o retorno de mudança de pista e esta acaba se tornando uma árdua tarefa na Praça Seca. O engarrafamento é certo, seja qual for a hora do dia.


1. Detalhe de edifício residencial na Praça Seca | 2. Loja da Nextel através de uma árvore


Ainda neste pedaço da Rua Barão, o comércio de maior atração é a Pizzaria e Chopperia Sorvetão Gourmet, restaurante de grande porte, bem na esquina com a Rua Cândido Benício. Outros serviços importantes nesta área é a filial do Banco do Brasil, situado em um imóvel bastante simpático e arborizado, na esquina da Praça com a Rua Baronesa; o prédio onde funciona a rede de telefonia Nextel, além da Escola Municipal Honduras.


1. Filial do Banco do Brasil, na Praça Seca esquina com Rua Baronesa | 2. Detalhe da fachada Pizzaria e Chopperia Sorvetão Gourmet com o semáforo e a placa de trânsito


1. Ônibus na Rua Cândido Benício, sentido Taquara/Barra | 2. Floricultura na Praça Seca


Açougue Barão

2 – Atravessando a rua e indo para a outra “fatia” da Praça Seca, a Rua Barão mantém o mesmo aspecto comercial variado da Rua Baronesa, instalados em imóveis, também, muito deteriorados e depredados, como o do Açougue Barão (foto à direita). Sendas, antigo Cine IpirangaNa esquina da Barão com a Praça Seca existe uma filial da rede de supermercados Sendas (à esquerda) onde antigamente funcionava o Cine Ipiranga, um dos muitos cinemas de rua demolidos na década de 70. Nesta mesma calçada, há ainda uma outra escola municipal, a Dom Armando Lombardi, além de bancos, como o HSBC e a Caixa Econômica Federal. É ali também que funciona a Sede da XVI Região Administrativa de Jacarepaguá, no número 9 da Praça Seca, com o oferecimento de diversos serviços como carteiras de identidade, de trabalho, alistamento militar, etc., à população de Jacarepaguá.

No interior desta parte da praça é possível notar que o mobiliário urbano é um pouco menos conservado do que a do outro lado da rua. Com jardineiras, bancos – com pessoas ao descanso neles (à direita)– e mais árvores do que o Descansooutro lado, existe também, dentro de um contorno bem desenhado em um nível mais alto da praça, um equipamento de ferro com esguichos que, ligados, põem a funcionar uma espécie de chafariz (à esquerda, na foto) e que suponho ser muito bonito se estivesse ligado no momento em que eu fotografei. Há também, de um lado, o núcleo idoso da praça, com o jogo de cartas diário nas mesinhas de cimento sob a sombra de plantas trepadeiras, e do outro, um monumento greco-romano, no topo de um cone de cimento dentro de um canteiro de plantas.


Estátua greco-romana



1. Idosos jogam cartas sob a sombra de plantas | 2. Panorama da Praça Seca


1. Sede da XVI Região Administrativa de Jacarepaguá | 2. Filial do HSBC e a escola municipal Dom Armando Lombardi


De volta à Rua Baronesa (e ao ponto final da caminhada), junto ao característico amontoado comercial e de uns pequenos jardinzinhos, o destaque fica por conta da hoje Igreja Universal do Reino de Deus, onde até a década de 80 funcionou o Cine Baronesa, outro cinema de rua de grande importância desta área da Zona Oeste e que, infelizmente, não existe mais.

Rua Baronesa e a Igreja Universal
A Rua Baronesa, com destaque para a Igreja Universal do Reino de Deus, onde funcionou o Cine Baronesa


Mas é desta forma que a cidade segue, com perdas e ganhos, adaptando-se às necessidades da geração vigente, renovando-se sempre. Que os próximos tempos sejam melhores e, assim, desta forma, possamos receber mais e mais coisas boas para o nosso espaço urbano – seja resgatando aquelas antigas e nostálgicas, seja evoluindo conforme a tecnologia dessa nossa época moderna. Afinal, isso tudo é história. E histórias merecem ser repaginadas sempre, para termos o que contar no final. Um abraço!

FONTES DE PESQUISA

-- Site do jornalista e escritor Waldemar S. Costa sobre Jacarepaguá, Bento Ribeiro, xadrez e futebol.
-- Site "O Melhor do Bairro"; seção sobre a Praça Seca
-- Site do INEPAC (Instituto Estadual do Patrimônio Cultural)


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8.8.09

Leblon arbóreo

Mapa

Na manhã da quarta-feira passada, no dia 5 de agosto, a minha parada fotográfica foi no Leblon, bairro da Zona Sul da cidade, mais especificamente na Rua Carlos Góis -- veja mapa ao lado. Com início na Praia do Leblon -- bem nas imediações do Posto 11 da orla --, a Carlos Góis corta as duas principais vias de trânsito do Leblon (a General San Martin e Ataulfo de Paiva) e termina lá em cima, na esquina com a Rua Humberto de Campos. Localização privilegiadíssima, num bairro pra lá de badalado e com muitos atrativos: seja pelo variado e elegante comércio, pela praia e/ou até mesmo pela quantidade de gente bonita e antenada que circula diariamente pela região!

Leblon Esquina Leblon Esquina
Avenida Delfim Moreira com Rua Carlos Góis


O novo e o velho convivem na Carlos Góis

O início da Rua Carlos Góis é na esquina com a Avenida Delfim Moreira, belo cartão postal do Rio de Janeiro. Os edifícios localizados nesta esquina não enganam: estamos em um dos logradouros com o metro quadrado mais caro da cidade. A vista para o Dois Irmãos só aumenta ainda mais o prazer da caminhada e, com certeza, a delícia que deve ser morar de frente para a praia do Leblon. Os prédios podem ser elegantes e atraentes, mas a medida que se vai adentrando a rua, inicia-se uma sutil competição entre eles e as árvores e jardins da rua, um querendo chamar mais atenção do que o outro. Geralmente as ruas arborizadas em que eu visito são predominantemente de uma única espécie de árvore. Entretanto, na Carlos Góis, a variedade de caules, folhas e troncos é bem rica e bastante admirável. É de se comentar que uma das características mais evidentes da via, neste trecho da quadra da praia, é a alternância entre edifícios novos e velhos. No Leblon há uma resistência enorme pela manutenção de certos imóveis e, sem dúvidas, este é um grande mérito do bairro, pois o clima interiorano se mantém de forma simples e elegante através destes edifícios.

Rua Carlos Góis
Rua Carlos Góis, na quadra da praia



1. Panorama de jardim, com vista para a Delfim Moreira | 2. Edifícios modernos e luxuosos



1. Edifício antigo, contrastando com os novos empreendimentos imobiliários desta quadra | 2. Calçada


Na esquina da Carlos Góis com General San Martin, já se começa a notar a harmoniosa convivência entre as residências e o comércio da rua; isto por conta do Bar & Lounge Gente Fina. O empreendimento atrai um público da faixa dos 30 anos para a cima, onde no primeiro andar do imóvel funciona uma espécie de bar, e no de cima, o lounge, com presença diária de DJs, comidinhas e bebidas. A fachada do Gente Fina se torna também bastante simpática com o desenho de pessoas interagindo moldado em ferro (ver foto), dando um toque bastante descolado às janelas.


A esquina da Carlos Góis com a Av. General San Martin, destacando o Bar & Lounge Gente Fina


Richards

Mais adiante, nas quadras entre a San Martin e Ataulfo de Paiva, se o lado ímpar da rua é predominante residencial, com edifícios e graciosas portarias, já no lado par o comércio é praticamente o imperador, como por exemplo, o Espaço 234, uma espécie de mini-shopping no térreo de um dos edifícios da Rua Carlos Góis. Trata-se de um comércio pequeno e bastante variado, que vai desde a grifes de roupas, como a Datskat e Lenny, até a uma pizzaria, como a Al Taglio. Tudo ornamentado com um bem-cuidado jardim, que, com placas, indica a direção das lojas, com seus respectivos logotipos. Nesta mesma calçada também funciona uma filial da grife Richards (foto acima), em um imóvel bastante simpático, de tijolos e toldos brancos.


1. Espaço 234, mini-shopping com comércio variado | 2. Jardim de cactos e umas das lojas do Espaço 234


Como já comentado no início deste post, o caráter arbóreo dessa rua fica mais evidente neste trecho: amendoeiras dividem espaço com palmeiras, pequenos arbustos e CACTOS. Um toque rústico e bastante original, afinal, não se vê muito pelas ruas do Rio jardins com cactos. Eu, particularmente, nunca tinha reparado nestes ajardinados tão variados no bairro do Leblon, e, se uma das coisas que eu posso, realmente, gratificar a esta atividade a que estou me dedicando – de percorrer e fotografar os lugares – é a oportunidade que estou tendo de tomar conhecimento de cada mínimo detalhe das nossas ruas; detalhes esses que nos passam despercebidos pela correria do dia-a-dia.


1. Cactos, na Rua Carlos Góis | 2. Portaria de um edifício | 3. Árvores



Rua Carlos Góis, com panorama do cruzamento com a Ataulfo de Paiva


A calmaria da rua, com seu baixo fluxo de trânsito, começa a sofrer um breve intervalo ao chegar no cruzamento com a Avenida Ataulfo de Paiva, a mais famosa e movimentada do bairro e a de um trânsito nada calmo. Um colorido para os olhos: são muitas lojas! Muitas coisas para se ver e comprar! E as esquinas muito bem ocupadas pela Casa Clipper (ao lado), uma espécie de bar e confeitaria, onde, geralmente, se reúnem muitos torcedores confraternizando (e/ou tumultuando) nos dias de jogos de futebol; pela loja de sapatos Paquetá, figurinha fácil nos shoppings da cidade; do outro lado, uma filial do Mc Donald’s, em dois andares; e, finalizando, o Cinema Leblon, um dos poucos antigos (e charmosos) cinemas de rua remanescentes na cidade do Rio. O espaço possui duas e amplas salas de exibição e é administrado pelo Grupo Severiano Ribeiro.


Esquinas da Carlos Góis e Ataulfo de Paiva, com destaque para a Casa Clipper e o McDonald's, respectivamente


Cinema Leblon
Cinema Leblon


Zona Sul

Em direção ao último trecho da Rua Carlos Góis, tem-se a continuação de um tímido comércio originários da rua transversal anterior, alguns camelôs (é, até no Leblon tem camelô!), porém, de fato, o mais importante ali é a filial do supermercado Zona Sul – popularíssimo, não pelos preços, que são, em geral, salgados do que a média, mas populares pela grande quantidade de filiais nesta região da Zona Sul da cidade. Regiões como Leblon, Gávea e Ipanema não contam com uma variedade grande de redes de supermercados, restando aos moradores do Leblon quase nenhuma opção de pechincha. Entretanto, o Zona Sul oferece muitos outros serviços, como Pizzaria, Spaghetteria, Breakfast, além de produtos finos e importados, que acabam por transformá-lo em uma rede de supermercados bastante querida e prestigiada pelos moradores da Zona Sul.


1. Vista para o cruzamento com a Ataulfo de Paiva | 2. Supermercado Zona Sul | 3. Edifícios


Leblon Medical Center


Com exceção do Leblon Medical Center, instalado em um prédio moderno e recente, e do Maisons Leblon (ao lado), que faz parte do grupo dos novos lançamentos imobiliários residenciais da cidade, este último trecho da rua concentra, basicamente, edifícios antigos e muito bem-cuidados. É claro que uma pichaçãozinha ou outra é difícil de não encontrar, mas tudo é muito simpático e agradável aos olhos, principalmente pelo já tão comentado conjunto de árvores. Eu não sou nenhum expert em botânica e tampouco sei o nome correto das espécies – aliás, se eu me equivocar em alguns dos meus arriscados palpites sobre árvores, me consertem! –, mas a atração mesmo deste pedaço fica por conta de um pinheiro e de uma outra árvore, de galhos retorcidos, no lado ímpar, quase já nas proximidades da Rua Humberto de Campos. Charme puro!


1. Galhos retorcidos de uma árvore bastante charmosa | 2. O pinheiro, citado no parágrafo acima

Portaria do edifício
Portaria do edifício Jardim Leblon



A Rua Carlos Góis já na esquina com a Rua Humberto de Campos: variedade enorme de plantas


A esquina com a Rua Humberto de Campos: lado ímpar e par, respectivamente


Poste aceso em plena luz do dia

Entre as várias qualidades exaltadas no decorrer desse post, muita coisa ruim foi vista também; coisas, aliás, que fazem cada vez mais parte da rotina do carioca. Postes acesos em plena luz do dia foi uma das mais revoltantes cenas (foto ao lado); em uma época onde se discute tanto a questão do uso racional de energia, os órgãos responsáveis por iluminar nossas ruas (no período noturno, claro) parecem ignorar a luz natural do sol e insistem em manter ligados estes tão preciosos e nobres postes de luz – que nem sequer existem em outras localidades do Rio. Enfim, poste aceso em plena luz do dia é sinônimo de negligência, cafona e desrespeituoso, afinal, quem paga no final somos todos nós.

Além disso, no decorrer da caminhada pela Carlos Góis eu pude avistar muitos cãezinhos defecando pelos jardins e calçadas da via, com total autorização de seus donos, sem que os dejetos fossem retirados após o ato. Fumantes também insistiram em jogar fora as pontas dos seus cigarros ao longo da rua, quando a lixeirinha laranja e pouco chamativa da Comlurb estava a, pelo menos, quatro passos de distância destes nossos prezados cidadãos. Isso também vale para aqueles que se desfizeram do papelzinho de suas balas dentro dos bueiros mais próximos. O comodismo e o individualismo andam de mãos dadas nos dias de hoje e as pessoas esquecem que cidadania é exatamente o contrário destas duas palavras; cidadania é você cuidar do patrimônio público, mantê-lo limpo e, acima de tudo, respeitar o próximo, que divide com você o mesmo espaço. De nada adiantam as segregações entre “pobres” e “ricos”, entre ignorantes e esclarecidos e os julgamentos atrelados a essas denominações pois se até mesmo o mais “bem-criado e esclarecido” cidadão está cometendo grosserias como essas retratadas, o que esperar então do “pobre e ignorante”? Enquanto todos continuarem a agir de forma egoísta e irracional, desculpem-me os idealistas, será impossível esperar que evoluamos como metrópole e, principalmente, que evoluamos como seres humanos.

Comida
Bar & Lounge Gente Fina – Av. General San Martin, 359, esq. Carlos Góis | tel. (+5521) 2249-2619 e 3204-0444
Casa Clipper – Rua Carlos Góis, 263, Loja A | tel. (+5521) 2259-0148.
McDonald’s – Av. Ataulfo de Paiva, 406 | tel. (+5521) 2512-0516.
Pizzaria Al Taglio – Rua Carlos Góis, 234, Loja G | tel. (+5521) 2259-0988.
Cultura
Cinema Leblon – Av. Ataulfo de Paiva, 391 | tel. (+5521) 3221-9292.
Supermecado
Zona Sul - Rua Carlos Góis, 344 | tel. (+5521) 2249-0968
Vestuário/Presentes
Ateliê Funny – Rua Carlos Góis, 234, Loja B | tel. (+5521) 2512-8109.
Datskat – Rua Carlos Góis, 234, Loja A | tel. (+5521) 2259-8695.
Lenny Off - Rua Carlos Góis, 234, Loja H | tel. (+5521) 2511-2739.
Obggi :: Presente com Design :: – Rua Carlos Góis, 234, Loja I | tel. (+5521) 2512-2082.
Richards Off – Rua Carlos Góis, 208 | tel. (+5521) 2274-6000.



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