O destino cruel das lojas tradicionais da cidade que não sobrevivem aos "novos tempos"
Bem no fim do ano passado, quando foi anunciada a "morte" da tradicional loja de discos Modern Sound, em Copacabana, eu já havia comentado com meus pais e alguns amigos próximos sobre a minha aposta: "Ferrou. Ali vai virar uma Americanas Express". Tal premissa se deve ao fato de que, hoje em dia, o comércio de rua está cada vez mais igual e massificado. Apostei especificamente nas Lojas Americanas pois, desde a compra da Blockbuster em 2007, ela tem se proliferado em cada esquina de qualquer bairro, como se fosse uma padaria, com o título de Americanas Express. Compete exaustivamente com essas iogurterias também de nome parecido... Enfim, as Lojas Americanas quebra bastante o meu galho no que diz respeito a chocolates e DVDs, embora essa sua perpetuação pelas ruas esteja quase insuportável e vulgar; afinal, alugar filme na Blockbuster com calcinha e tintura de cabelo nas estantes coladas às dos filmes acaba com todo o encanto (importado/hollywoodiano/e por que não burguês?) bastante peculiar da antiga Block.
O panorama da Rua Barata Ribeiro com a extinta Modern Sound, uma das últimas grandes lojas de discos independentes no Rio.
É preciso reconhecer que certos estilos de lojas já não funcionam em decorrência do mundo muderno. Realmente, não tem como a Modern Sound sobreviver, se nem a loja da Virgin, na Times Square, conseguiu... E, claro, numa cidade como o Rio, com aluguéis carerésimos, é complicado das lojas comandadas por pequenos empresários, mesmo que ainda úteis ao comércio de bairro, persistirem. O dinheiro é quem manda, e quem o tem são as grandes cadeias de lojas, dispostas (e capazes) de pagar por grandes imóveis nos endereços mais comerciais da cidade.
Como já relatado em um post do início de janeiro, antigamente as ruas comerciais tinham a sua própria particularidade: a região da Rua da Alfândega era mais para o comércio popularesco; a Nossa Senhora de Copacabana oferecia boutiques tradicionais e sem filiais, ou seja, únicas; a Praça Saens Peña representava a maior concentração de cinemas do Rio; entre outros bons exemplos. A questão é que isso tudo acabou - o comércio de rua está igual em qualquer lugar. As mesmas lojas que há no Saara você pode encontrar em Copacabana, assim como em Botafogo, na Tijuca, em Vila Isabel, em Jacarepaguá... É, amigos, eu quase acertei. No lugar da extinta Modern Sound será aberta uma filial da Leader Magazine*. Nada contra, mas... diante do que foi a Rua Barata Ribeiro 502 até então, o novo panorama é lamentável, com todo o respeito.
Como já relatado em um post do início de janeiro, antigamente as ruas comerciais tinham a sua própria particularidade: a região da Rua da Alfândega era mais para o comércio popularesco; a Nossa Senhora de Copacabana oferecia boutiques tradicionais e sem filiais, ou seja, únicas; a Praça Saens Peña representava a maior concentração de cinemas do Rio; entre outros bons exemplos. A questão é que isso tudo acabou - o comércio de rua está igual em qualquer lugar. As mesmas lojas que há no Saara você pode encontrar em Copacabana, assim como em Botafogo, na Tijuca, em Vila Isabel, em Jacarepaguá... É, amigos, eu quase acertei. No lugar da extinta Modern Sound será aberta uma filial da Leader Magazine*. Nada contra, mas... diante do que foi a Rua Barata Ribeiro 502 até então, o novo panorama é lamentável, com todo o respeito.
* Foi anunciado no Ancelmo.com, em 24.05.11




























